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Os deputados socialistas votaram contra o orçamento municipal
Apreciado e votado sábado em Assembleia Municipal, com Fernando Valle a apresentar uma declaração de voto em nome da bancada socialista, que passamos a transcrever: "Como comentários gerais ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano para o ano de 2022, considera-se que este é um documento estratégico fundamental para uma boa, ampla e moderna gestão municipal. Entre outros fatores deverá contribuir para a mobilização das forças vivas do concelho em torno de projetos estruturantes. Para tal deverá ser discutido, participado e ter a capacidade de integrar toda a sociedade. Por opção própria de quem elaborou este documento, tal não sucedeu. Os documentos integram apenas a visão e o projeto de quem o concebeu, não respeitando o princípio básico da oposição democrática consagrado na Constituição da República Portuguesa e violando o disposto na Lei n º 24/98, de 26 de maio, que aprova o Estatuto do Direito de Oposição. Como exercício de pedagogia democrática, referimos o n.º 3 do artigo 5.º da referida Lei n º 24/98, que prescreve que os partidos políticos representados nos órgãos deliberativos das autarquias locais e que não façam parte dos correspondentes órgãos executivos, ou que neles não assumam pelouros, poderes delegados ou outras formas de responsabilidade direta e imediata pelo exercício de funções executivas, têm o direito de ser ouvidos sobre as propostas dos respetivos orçamentos e planos de atividade, logo após a elaboração dos projetos de propostas e antes de serem colocados à votação em reunião de câmara. Ainda relativamente a este assunto, recomendamos vivamente a leitura do parecer jurídico DSAJAL 58/08, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, elaborado por Maria José Castanheira Neves, esperando que esta leitura produza uma inflexão da postura do Senhor Presidente da Câmara e do executivo do Partido Social Democrata. O valor total do orçamento municipal previsto para o ano de 2022 ascende a 24,39 milhões de euros. Apesar da diminuição das verbas referentes às transferências do Orçamento do Estado, no valor de 651.684 € relativamente ao ano de 2021, que se compreende devido à grave crise económica e social causada pela COVID-19, o orçamento municipal regista um aumento de cerca de 1 milhão de euros. Apesar de estar bastante mascarado, verifica-se que o vício de empolar o orçamento se mantém, ou seja, o valor que a prestação de contas do ano de 2022 irá demonstrar, é que o valor orçamentado pelo executivo do PSD não será atingido, ficando alguns milhões de euros aquém do valor apresentado no documento que acabámos de votar. O Partido Socialista considera o valor do Orçamento para 2022 inverosímil, persistindo-se num incremento artificial no valor do orçamento. Como comentário geral final, refere-se que o orçamento municipal e as GOP para o ano de 2022 evidencia uma ausência de estratégia em muitas áreas determinantes para o desenvolvimento do concelho de Arganil, ficando evidenciado que muitas das "estratégias" se esgotam quando terminam determinados projetos. Como comentários específicos ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano, refere-se o seguinte: não aloca qualquer verba para apoio às famílias nas suas despesas com o Ensino Superior, sabendo-se a importância da educação na promoção do princípio da igualdade, funcionando como um importante elevador social; o apoio inscrito de 28.000 € para apoio social a famílias carenciadas é extremamente escasso, considerando-se fundamental criar uma política municipal de habitação condigna à generalidade das famílias mais carenciadas; o orçamento para a Cultura volta a não apostar em eventos que tornem a agenda cultural municipal numa agenda diferenciadora, moderna e mobilizadora, não dando garantias quanto ao início das obras de requalificação do Cineteatro Alves Coelho em 2022;o apoio ao associativismo decresce 39%, de 205.000€ em 2021 para 125.000€ em 2022, considerando-se este valor inaceitável, sobretudo num período de elevada incerteza como o que vivemos, para que as organizações associativas consigam continuar o importante trabalho que desempenham; o apoio às Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários do concelho continua a ser manifestamente insuficiente, e um dos mais baixos da região; constata-se a persistência de obras e intervenções sem final à vista, como a requalificação urbana da Vila de Arganil e a obra do Largo do Piódão, demonstrando a incapacidade do executivo do PSD em os concluir; manifesta-se o ceticismo relativamente ao início de algumas obras, como a substituição da ponte suspensa de Foz D'Égua, a intervenção de requalificação da Lomba do Canho, o Mercado Municipal de Arganil, o Parque de Campismo do Sarzedo ou os investimentos nas praias fluviais de Foz d'Égua, Peneda Talhada e Casal Novo, recordando todas as referências a estas obras em orçamentos anteriores que não foram concretizadas; não se vislumbra qualquer referência a projetos apresentados há poucos meses em pré-campanha, como a intervenção nos arruamentos urbanos de Pomares; No que se refere à delegação de competências e contratos-programa com as Juntas de Freguesia, considera-se essencial que se inclua o combate ao despovoamento e se promova o apoio de proximidade, sugerindo-se a avaliação da abertura diária de todas as Juntas de Freguesias, atuais e extintas, e um aumento do valor global de transferência para as freguesias por parte do Município de Arganil. Como bom exemplo a seguir, refere-se o contínuo aumento do valor de transferência para as freguesias do concelho de Arganil que o Governo do Partido Socialista tem vindo a realizar ininterruptamente desde 2015 (525.874 €), sendo o valor referente ao ano de 2022 de 930.010 €, o que significa um acréscimo de 77% comparativamente a 2015.Uma referência à intervenção de ampliação da Zona Industrial da Relvinha, com a qual o Partido Socialista concorda inteiramente, mas cujo futuro se considera profundamente preocupante, tendo como exemplos flagrantes da aplicação sem estratégia de apoios públicos o edifício da Cerâmica Arganilense ou o Centro Empresarial e Tecnológico de Arganil. Sendo o investimento mais avultado dos últimos anos, teme-se que a intenção de promover uma "estratégia de atração de novas empresas, criação de novos postos de trabalho e captação de recursos humanos qualificados" não passe de uma boa intenção. De facto, não se encontra no documento do orçamento e das GOP qualquer referência a uma estratégia, programação, ação ou discriminação positiva ou diferenciadora que confirme este desígnio. Neste capítulo, importa referir que uma consulta à PORDATA confirma que o concelho de Arganil, em 2019, era o terceiro concelho do distrito de Coimbra em que os trabalhadores por conta de outrem menos auferiam, e que, em 2020, foi igualmente o terceiro concelho do distrito de Coimbra com maior taxa de desemprego. No que se refere ao combate às alterações climáticas, o orçamento e as GOP para 2022 não evidenciam qualquer estratégia municipal quanto a esta matéria. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, no balanço que realizou à COP26, declarou ser "hora de entrar em modo de emergência" sendo as alterações climáticas a mais grave ameaça ao futuro da humanidade, exigindo-se um esforço conjunto sério e solidário. Recorda-se que o Governo de Portugal, em 2016, no âmbito do Acordo de Paris, assumiu o compromisso pioneiro de atingir a neutralidade carbónica até 2050, estando a prosseguir, de forma determinada, esse caminho de compromisso: já se se reduziu as emissões em 32%, 60% da eletricidade que se consome é produzida a partir de fontes renováveis e no passado dia 19 de novembro deu-se por terminado o último ciclo de produção a carvão da última central deste tipo existente no País. No desígnio das alterações climáticas, exige-se muito mais ao Município de Arganil. Por último, um comentário à previsão de receitas obtidas com água, saneamento e resíduos, com aumentos de 36%, 58% e 27%, respetivamente, relativamente ao orçamento de 2021. Com uma população em acelerado declínio, e com um défice tarifário conjunto de mais de 350.000 € em 2019, estes valores remetem-nos para a forte hipótese de um brutal aumento das tarifas e taxas pagas atualmente pelos munícipes do concelho de Arganil. A título de exemplo, uma família de 3 elementos que paga em média uma fatura de 30 € mensais, passará a pagar mais 12,3 €/mês (acréscimo de 148 €/ano), ou seja, um aumento de 41%. Considerando que o orçamento do Município de Arganil para 2021 previa uma variação negativa das receitas obtidas com água, saneamento e resíduos relativamente a 2020, constata-se que o tarifário praticado pelo Município de Arganil até 2021 não passou de uma medida puramente eleitoralista. Por esta e por outras razões, o excessivo aumento da despesa corrente é preocupante, aumentando a probabilidade de, no futuro, se apresentarem orçamentos desequilibrados, recorrendo-se às receitas correntes por via das taxas cobradas aos munícipes para fazer face ao aumento do despesismo. Por todas as razões atrás enunciadas e pela defesa de uma filosofia de governação concelhia, em muitos aspetos, oposta às propostas constantes no orçamento municipal e nas GOP para o ano de 2022, a bancada do Partido Socialista vota contra a proposta de Orçamento e das Grandes Opções do Plano para o ano de 2022".
06/12/2021
In "Rádio Clube de Arganil"
Testemunhos
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Nancy Silva
Membro
"Estamos muito empenhados, com muita vontade de trabalhar, em prol da nossa freguesia. Mudar o rumo, ser a alternativa e trazer tudo o que de bom falta à nossa freguesia. Mais que "política" somos um projeto com pessoas dispostas e inteiramente disponíveis para trabalhar naquilo que é o FUTURO. O potencial que este projeto carrega é enorme, temos a capacidade e destreza de levar Pombeiro a um futuro melhor."

Jorge Martinho
Membro
"Estamos aqui porque honramos as nossas promessas, queremos as pessoas em primeiro lugar sem demagogias, independentemente de cor politica, clube, crença, ideologia, não pode haver pessoas de 1ª e 2º somos Pombeirenses."

Telma Santos
Membro
"Lutar por pombeiro porque temos uma freguêsia linda que está mal estimada e empobrecida. Com pequenas atitudes e pequenos gestos pode se fazer com que a nossa freguesia possa ser uma aldeia com mais actividades e desenvolvimento a todos os níveis. Vamos todos caminhar na mesma direção que será evoluir pombeiro da junta porque aqui todos contamos."

Mário Duarte
Membro
"Abracei este projeto por ser Pombeirense, e querer que a freguesia cresça em todos os sentidos. Acredito que temos potencial para ser muito mais e melhor. Com algum trabalho e dedicação chegaremos a um futuro melhor."

